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Redação ZaaZ · viagens

Gírias de cada estado do Brasil: o guia para entender o jeito de falar de todo canto do país

Do "uai" mineiro ao "bah" gaúcho, veja gírias e expressões de todos os estados e do Distrito Federal para não passar aperto na próxima viagem.

Por Redação ZaaZ · ontem

Viajar pelo Brasil é também uma viagem pelas palavras. A gente pede o mesmo pão com nomes diferentes, comemora com expressões que só fazem sentido no lugar de origem e, às vezes, precisa de tradutor até para ouvir um "tá massa". Pensando nisso, a Redação ZaaZ reuniu gírias e expressões regionais dos 26 estados e do Distrito Federal, para você chegar ao destino já entendendo o que estão falando.

Vale lembrar que gíria muda de rua para rua. O que vale em uma cidade pode soar diferente a poucos quilômetros dali, e muitas expressões viajaram para outros estados. Use o guia como um passeio pela diversidade do nosso jeito de falar.

REGIÃO NORTE

Acre: "arre diacho" mostra espanto, "arrodear" é dar a volta e "baldear" é jogar água de balde.

Amapá: o falar amapaense recebeu forte influência de migrantes nordestinos, e o "égua", típico da Amazônia, também faz parte do dia a dia.

Amazonas: "égua" serve para espanto e admiração, "pegar o beco" é ir embora, "te arreda" é pedir para dar espaço e "de rocha" quer dizer de verdade.

Pará: além do "égua", tem "de rocha" para falar sério, "não, é pão" para dizer "claro que sim", "bazuca" para chiclete e "carapanã" para mosquito.

Rondônia: "marrapaz" expressa surpresa ou admiração, "meu ovo" mostra discordância e "leseira" é aquela preguiça.

Roraima: "tédoidé" é expressão de admiração, "curumim" é menino, "maceta" é grande e forte, e "brocado" é quem está com fome.

Tocantins: "armaria" é espanto, "bagaceira" é farra, "isturdia" quer dizer "um dia desses" e "arrocha o buriti" é um convite para seguir em frente.

REGIÃO NORDESTE

Alagoas: "eita gota" é espanto, "lomba" é algo engraçado, "azogado" é ansioso e "biboca" é lugar distante.

Bahia: o baianês tem "oxente", "massa" para legal, "barril" para algo tenso, "meu rei" para chamar um amigo e o famoso "lá ele", que quer dizer "sai fora, eu não". Por lá, também se diz "painho" e "mainha".

Ceará: "arre égua" mostra espanto, "acunhar" é chegar junto, "baixa da égua" é lugar bem distante e "magote" é um monte de gente reunida.

Maranhão: "éguas" é espanto, "perainda" é espera, "dá teus pulos" é se vira e "esparroso" é exagerado.

Paraíba: "oxente" é admiração, "arribar" é sair e "avoar" é jogar fora. Algo sem importância vira "miolo de pote".

Pernambuco: "visse" é a forma de buscar concordância, "pantim" é dificuldade, "zuada" é barulho e "de rosca" é difícil. O pão francês por lá é o pão de Jacó.

Piauí: "budejar" é falar muito, "triscar" é encostar e "botar catinga" é atrapalhar.

Rio Grande do Norte: "eita píula" é surpresa e "galado" é engraçado. Em Natal, quem vai embora "vai chegar" e "um cheiro" quer dizer beijo.

Sergipe: "vôti" e "pentcha" expressam surpresa e admiração, "pungar" é entrar em veículo em movimento e "a migué" é à toa.

REGIÃO CENTRO-OESTE

Distrito Federal: "véi" é o jeito de chamar alguém, "esparrado" é ótimo, "bau" é ônibus e "morgando" é ficar sem fazer nada.

Goiás: "rensga" é espanto, "bão demais da conta" é ótimo e "carcá" é colocar.

Mato Grosso: "agora quando?" é dúvida, "corre duro" é andar rápido, "cêpo" é ótimo, "catcho" é namoro e "arroz de festa" é quem não perde uma.

Mato Grosso do Sul: em Campo Grande, moradores elegeram o "vazou na braquiária", que quer dizer sair correndo ou ir embora rápido. No Centro-Oeste, "camelo" também é como muita gente chama a bicicleta.

REGIÃO SUDESTE

Espírito Santo: "massa" é legal, "chapoca" é maior que o normal, "pocar" é estourar ou ser muito bom e "pão de sal" é o pão francês.

Minas Gerais: "uai" serve para quase tudo, "sô" é senhor, "trem" é coisa, "nu" é surpresa e "bololô" é confusão.

Rio de Janeiro: "mermão" é meu irmão, "já é" é concordância, "caô" é mentira e "bolado" é chateado.

São Paulo: "mano" e "meu" chamam alguém, "rolê" é passeio, "da hora" e "daora" são legal, "na faixa" é de graça e "padoca" é padaria.

REGIÃO SUL

Paraná: "piá" é menino, "posar" é dormir na casa de alguém, "penal" é estojo e "ligeirinho" é ônibus.

Rio Grande do Sul: "bah" e "tchê" são marcas registradas, "guri" e "guria" são menino e menina, "cacetinho" é pão francês e "tri" reforça qualquer elogio.

Santa Catarina: "manezinho" é quem mora na Ilha de Florianópolis, "lagartear" é passear, "botar tento" é prestar atenção e "em dois toques" é rápido.

Por que as gírias importam na hora de viajar? Porque elas contam a história de cada lugar e aproximam quem chega de quem recebe. Aprender duas ou três expressões antes da viagem rende sorriso, boa conversa e até desconto na barraca da praia.

Qual gíria da sua terra ficou de fora? Conta nos comentários.

Fontes: Correio Braziliense (Flipar), Terra, Dicio, Todo Matéria, BlaBlaCar, Portal Amazônia, Jornal Midiamax, Catraca Livre e BNews.

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