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Redação ZaaZ · politica

Míssil inflável com pedido para Trump atacar o Brasil aparece em ato de Flávio Bolsonaro na Paulista

Apoiadores do candidato do PL exibiram um inflável com a frase "Trump nuke Brazil" no ato deste domingo (18), em São Paulo. Adversários criticaram, e a campanha não havia se pronunciado.

Por Redação ZaaZ · ontem

Um míssil inflável com um pedido para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ataque o Brasil foi exibido neste domingo (18) no ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), na Avenida Paulista, em São Paulo. O objeto trazia a frase "Trump nuke Brazil", e vídeos e imagens nas redes sociais mostram manifestantes tentando levantá-lo. O inflável não tinha capacidade militar, e o verbo "nuke" é usado em inglês para designar bombardeio nuclear.

O ato

Batizado de "Bloco 22", o evento reuniu 71,9 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e da More in Common. A maioria dos presentes vestia camisas da seleção brasileira e carregava bandeiras com o número do candidato, além de símbolos dos Estados Unidos, do Brasil e de Israel. Flávio chegou ao local por volta das 11h15 e discursou às 12h30. O senador afirmou que faltavam sete dias para o Brasil "se livrar do PT" e disse que cuidaria do país caso fosse eleito.

Também estiveram no evento o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), Pablo Marçal e Daniella Marques, coordenadora do plano econômico de Flávio.

Repercussão

Adversários do campo governista reagiram rapidamente. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) falou em "vira-latismo" e disse que Flávio seria um serviçal de Trump. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que seria difícil acreditar no episódio sem a imagem e o classificou como o "caso Zambelli" das eleições de 2026, em referência à conduta de Carla Zambelli em 2022.

Posição da campanha

O míssil foi levado por apoiadores, e não pelo candidato. Até a publicação das primeiras reportagens sobre o caso, a campanha de Flávio Bolsonaro não havia divulgado nota ou declaração a respeito. A CartaCapital informou ainda que a organização do ato pediu ao público que escondesse bandeiras dos Estados Unidos e de Israel.

O episódio ocorre a uma semana do segundo turno da eleição presidencial.

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